sábado, 23 de outubro de 2010

Por trás das almofadas

Um dia desses, passeando por aí (ou dando uns ROLLLLETSS, como diz meu amigo Animal), notei várias lojas de móveis. E notei que nessas várias lojas de móveis haviam inúmeras cadeiras. E você me pergunta: e daí?
E daí que essas cadeiras eram bem esquisitas. Todas modernas, algumas presas no teto, um tanto quanto futurista. Cheguei a me sentir em 2057 apenas olhando aquelas vitrinas. Isso não é pra mim, definitivamente.
Gosto das coisas velhas (ok, nem tudo velho, acho que móveis, em geral). Gosto daquelas cadeiras mofadas, com cheiro de naftalina, todas rasgadas de tantas gerações que ali se sentaram. O estofado, antes verde-musgo, agora é de um encardido que só!
Gosto daquelas mesas de madeira, enormes, onde famílias inteiras passavam a tarde de domingo. Nada daquelas mesas de vidro, onde todos podem ver o que você faz por baixo da mesa (e, meus caros, há tantas coisas para se fazer embaixo das mesas).
Gosto de sofás aveludados, de mesas de centro trabalhadas à mão, de poltronas enormes com tecidos diferentes, e gosto de tudo isso com pernas. Nada de pendurar coisas no teto.
Acredito que, nos dias de hoje, damos pouco valor a essas antiguidades. Qureremos televisões finas, cadeiras flutuantes, celulares falantes, sofás que viram bóias.
E eu te pergunto: que história há nesse futuro todo?
Interessante é passar a mão nos móveis e imaginá-los na casa da sua trisavó. Imaginar como eram organizados, imaginar quantos não fizeram os mesmo movimentos de toque que você fez no móvel, imaginar seus bisavós namorando naquele sofá... e o cheiro de naftalina no ar!
Ah, como esses móveis antigos me agradam.. e como queria eu ter participado de pelo menos um pouco de toda a história contida neles.
Definitivamente, nasci na época errada.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Coisa de gente grande.

Mania que a gente tem de, quando pequena, querer ser gente grande. Mania de querer saber o que vai ser quando crescer. “ Quero ser caixa de supermercado!” Grande sonho.
Ser gente grande não é lá grande coisa. Tomar decisões que mudarão sua vida te fazem querer vomitar.Mas ninguém vai fazer por você. Ninguém vai tirar o lixo, se você não o fizer. Ninguém vai te dar banho, ou de comer se você não o fizer. Mas essa talvez seja a parte mais fácil. Ora,somos animais...sobrevivamos!!
Crescer e ter que enfrentar os medos.Sobreviver é enfrentá-los, ou escondê-los de baixo da cama junto a monstros e à meias sujas? É meu amigo, pensa que é fácil? Quando crescemos nos deparamos com a mais temida das coisas: A verdade! Ela dói não é mesmo? É dolorido não ter o café na cama, o tempo excedente para deitar e assistir à sessão da tarde. É dolorido enxergar que seus pais te amam, e você , tantas vezes, os machucaram com infantilidades. Que eles, os pais, não são super-heróis, com super –força, ou qualquer outra qualidade indefectível. Eles erram como você, e os erros, tanto os seus como os deles, doem, eu sei. Crescer... Enxergar o que antes não se via. E pensar que nos achávamos maduras ao comprar o primeiro sutiã, o primeiro absorvente...
E só tende a piorar... Além de descobrir que seus pais também são humanos, você descobre que um dia terá que se virar sem eles. Eles até podem pagar sua faculdade ( alguns nem isso, pobres deles!), pagar sua carta, seu carro, sua gasolina e até sua cerveja! Mas não para sempre. Um dia você terá que pagar suas contas, e uau, que descoberta: Tudo escuro! Você percebe que se esqueceu de pagar a conta de luz. O carro parou,e puts... Por que ninguém abasteceu? Ah, sou eu por mim mesma a partir de hoje... Meu sustento, minha casa, meus filhos ( se é que todos nós podemos nos dar ao luxo de formar uma família. Ficar para a tia? Oh nããão....!)Eu por mim mesma. Será que vou dar conta de tanta responsabilidade?
Quero ter filhos, e quero muito. Mas sei que é uma tremenda barra criar seres humanos. Principalmente quando eles começam a perceber, que nós, os pais, não somos super heróis, mas viramos a mulher –elástico se preciso, para que sintam orgulho. E então enxergamos nossos pais, no mesmo papel. Quão ingratos fomos um dia! E talvez, eles não estejam mais presentes, em matéria, para nos desculparmos. Quantos erros, quantas descobertas.
Quando será que saberei que estou suficiente madura, a ponto de não mais errar? A ponto de deixar sonhos adolescentes irem embora, e com eles toda a cerveja, e o brigadeiro? Será que um dia a gente deixa de ser gente grande, e passa a ser gente maior ainda?
...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Like That

Alguém que ache outras mulheres bonitas, mas que não idealize-as mais do que a você.
Alguém que queira se casar só no civil, com uma bela festa e que aceite o seu vestido de noiva verde, azul ou roxo.
Alguém que se programe para fazer todas as suas vontades durante sua TPM.
Alguém que esteja disposto a comprar um milk shake tarde da noite, só para te satisfazer.
Alguém que se divirta sem você, mas que te ache a melhor companhia possível.
Alguém que goste de sair e alguém que goste de ficar em casa vendo um bom filme.
Alguém que ache divertido passar o tempo conversando com você.
Alguém que discuta a relação, que brigue, e que faça sexo de reconciliação.
Alguém que não goste de pimenta e nem de caviar.
Alguém que não seja alérgico a gatos e goste de cachorros.
Alguém que goste mais de salgados do que de doces.
Alguém que te defenda e te respeite na frente de outros.
Alguém que se esforçe para te ver feliz.
Alguém curioso, que nunca se canse de te fazer perguntas.
Alguém apaixonado por massas e que saiba fazer pizzas.
Alguém que adore sorvete de macadâmia.
Alguém que goste de dormir de edredom e ventilador ligado.
Alguém que saiba fazer massagem.
Alguém que seja amigo, acima de tudo.
Alguém que seja amante.
Alguém que seja amor.
Eu quero alguém assim. Saído de fábrica direto para mim.