segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mania (s)

Cada um tem a sua. Você só assiste aula mascando chiclete, ele toma uma pinguinha rigorosamente antes de cada refeição, ela só entra em casa após dar dois pulinhos e uma batida em cima do carpete. Seja qual for a bizarrice, tenha certeza de que todas as manias existem, individualmente, de um para outro.
Engraçada é a mania comum, aquela que todos temos. Ô mania irritante, ô mania intrometida! Ô mania de brincar de ser Deus!
A gente finge que não, mas a todo momento estamos julgando, e não só julgando. A todo momento condenamos o comportamento alheio. A todo momento nos intrometemos, como juízes, na vida que não é nossa. E eu aqui pergunto: que direito temos de brincar de ser Deus? Que direito temos de intervir e que direito temos de julgar?
Acho, sinceramente, que ser humano está perdendo o sentido. Acho que o pronome "eu" poderia ser retirado de circulação. Acho que as atenções estão muito mais voltada para "eles" do que para "eu". E como é triste perder-se desse jeito.
Vejo que cada vez mais nos esquecemos de cuidar de nossas próprias vidas, de tão preocupados com o que ocorre ao nosso redor. E logo nós, que buscamos tanto a felicidade... felicidade a gente não encontra na vida de ninguém não, a gente encontra na nossa vida! Felicidade não se faz julgando ninguém, porque ela está em nós, em nossa essência. Essência essa que não pode ser sobreposta por terceiros.
Temos que parar de ser Deuses e sermos um pouco mais humanos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Quanto vale um segundo?

Três segundos foi o tempo exato. Em três segundos nossos olhos se prenderam. Por três segundos não era eu, não era você. Por três segundos éramos nós. Durante míseros três segundos nos conhecemos a fundo. Seus olhos me analisaram, em apenas três segundos, como uma máquina de raio-x. Você me abraçou. Sua voz permaneceu em meu ouvido. Seu cheiro impregnou todo o meu corpo. Seu toque fez estremecer minha espinha. Bastou três segundos para tornarmo-nos amantes. Um tempo tão ralo que, após um segundo era só eu. No quarto segundo eu não queria o seu abraço. Eu queria a minha voz, não a sua. Eu queria o meu cheiro, queria o meu corpo. Durante três segundos nos quisemos. O tempo exato para, um segundo depois eu querer só a mim. Era a minha vez de ser gata de rua.