-Deixe ele bater- disse o moço incomodado- Deixe-me tocá-lo.
E aí então tudo estava acabado, ferrado, destruído. Tudo corria bem, mas aquelas palavras, ah, aquelas palavras. Jogaram tudo pelo ares, como bolhas de sabão em dias de domingo. Sempre tem alguém para estourá-las.
- É capaz de perceber minhas mãos e pernas estremecendo? Meus olhos se inundando de agonia? É capaz de perceber o pulsar do meu corpo? O sangue correndo em minhas veias? É capaz de perceber as cicatrizes , o querer gritar de minhas cordas vocais? É capaz de perceber o oxigênio que não penetra em meus pulmões?
A partir daí tudo seria sonho, magia, ilusão. Tudo seria belo se fosse amor e não medo.