quarta-feira, 17 de março de 2010

Todo carnaval tem seu fim

Eram muito próximos. Comiam juntos, dormiam juntos, se acostumaram com a presença um do outro.
Durante a madrugada sentiu certo frio. O corpo quente ao seu lado desaparecera, deixando apenas o branco dos lençóis vazios. Ao sentir uma pontada de decepção ouviu o chuveiro. Relaxou. Adormeceu.
Ao amanhecer, levantou. A toalha molhada no sofá trouxe a angústia. O cheiro do perfume na porta da frente indicava o fim.
Tomou veneno.

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