sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Morre o o poeta.

Somos deuses da ignorância, detentores do poder.
Do poder das palavras, analfabetas, ou veladas,
Oprimidas pelos próprios valores cotidianos.
Uma cá, outra lá,nasce a idéia.
Com newtons de perspicácia, e jaules de adrenalina.
Morre o poeta.
Vão-se os tons, os Jobins,e os Caetanos.
Ficam os Celsius. Rio 40 graus.
40 graus de inclinação, poluição e malandragem.
Morrem as palavras mestras, detentoras da verdade, do poder, da possibilidade.
Nascem mortais, capazes de se alimentar de luz, ou de luxo. Capazes de se nutrir de ideais cíclicos, retrógrados.
Lutando em nome de Alás, Budas e Cristos, nascem mortais, detentores de poder.
Do poder da ganância, oh deuses da ignorância.
Morre o poeta.
Sobram lembranças escondidas, sobram lamentos.
Insubstituíveis são, tão logo não nasçam capazes de tal ato, ou intenção.
Se existem bons e maus, por onde andarão?
Bagunçando ruas, ou cabeças. Construindo castelos, fazendo canção.
Morre o poeta, e ao mesmo tempo, do outro lado da megalópole, nasce um bandido.
Morre a mãe, a mão do povo. Sobra a construção,
Da obra poética, ou da educação.
De seus 15 filhos, seus ou não. Da palavra velada, do olhar vivido.
Morre o poeta.
Ficam os vãos, as memórias póstumas, o Brás, e a Cuba.
Livre e sem gelo, ou não.
Morre o poeta.
Insubstituível, tão logo não nasçam capazes de tal ato ou intenção.

Um comentário: