Mania que a gente tem de, quando pequena, querer ser gente grande. Mania de querer saber o que vai ser quando crescer. “ Quero ser caixa de supermercado!” Grande sonho.
Ser gente grande não é lá grande coisa. Tomar decisões que mudarão sua vida te fazem querer vomitar.Mas ninguém vai fazer por você. Ninguém vai tirar o lixo, se você não o fizer. Ninguém vai te dar banho, ou de comer se você não o fizer. Mas essa talvez seja a parte mais fácil. Ora,somos animais...sobrevivamos!!
Crescer e ter que enfrentar os medos.Sobreviver é enfrentá-los, ou escondê-los de baixo da cama junto a monstros e à meias sujas? É meu amigo, pensa que é fácil? Quando crescemos nos deparamos com a mais temida das coisas: A verdade! Ela dói não é mesmo? É dolorido não ter o café na cama, o tempo excedente para deitar e assistir à sessão da tarde. É dolorido enxergar que seus pais te amam, e você , tantas vezes, os machucaram com infantilidades. Que eles, os pais, não são super-heróis, com super –força, ou qualquer outra qualidade indefectível. Eles erram como você, e os erros, tanto os seus como os deles, doem, eu sei. Crescer... Enxergar o que antes não se via. E pensar que nos achávamos maduras ao comprar o primeiro sutiã, o primeiro absorvente...
E só tende a piorar... Além de descobrir que seus pais também são humanos, você descobre que um dia terá que se virar sem eles. Eles até podem pagar sua faculdade ( alguns nem isso, pobres deles!), pagar sua carta, seu carro, sua gasolina e até sua cerveja! Mas não para sempre. Um dia você terá que pagar suas contas, e uau, que descoberta: Tudo escuro! Você percebe que se esqueceu de pagar a conta de luz. O carro parou,e puts... Por que ninguém abasteceu? Ah, sou eu por mim mesma a partir de hoje... Meu sustento, minha casa, meus filhos ( se é que todos nós podemos nos dar ao luxo de formar uma família. Ficar para a tia? Oh nããão....!)Eu por mim mesma. Será que vou dar conta de tanta responsabilidade?
Quero ter filhos, e quero muito. Mas sei que é uma tremenda barra criar seres humanos. Principalmente quando eles começam a perceber, que nós, os pais, não somos super heróis, mas viramos a mulher –elástico se preciso, para que sintam orgulho. E então enxergamos nossos pais, no mesmo papel. Quão ingratos fomos um dia! E talvez, eles não estejam mais presentes, em matéria, para nos desculparmos. Quantos erros, quantas descobertas.
Quando será que saberei que estou suficiente madura, a ponto de não mais errar? A ponto de deixar sonhos adolescentes irem embora, e com eles toda a cerveja, e o brigadeiro? Será que um dia a gente deixa de ser gente grande, e passa a ser gente maior ainda?
...
Curti pra caralho esse ein :D
ResponderExcluirAdorei a parte do "caixa de supermercado". Acredito que meu primo mereça participação especial nesse post HAUOSAOHOSA
Não errar mais é algo que provavelmente não acontecerá, pro seu próprio bem =] Também não é preciso deixar brejas e brigadeiros irem embora levando sonhos antigos de carona, isso só tornaria a "vida adulta" mais amarga, não? É tão bom deixá-la de lado de vez em quando e correr pra esses apoios simples...
ResponderExcluirGente maior ainda você já é, cada vez que questiona esses processos e os vivencia; cada vez que se põe diante desses limites antes impossíveis de se passar; cada vez que toma umas pancadas inevitáveis ao longo do caminho.
Correr pra cerveja e pro brigadeiro definitivamente não diminuirão essa pessoa maior ainda, pelo contrário. Só a lembrarão de que, por maior que a gente seja, ainda é gente.
=)
vou comerçar a fazer terapia com você Raul. Tá mandando muito bem aí HASUOHAUOHSOUAHOSA
ResponderExcluir(Cat)