terça-feira, 27 de setembro de 2011

sobre/viver

Andava. E andando pensou. E pensando sentiu. Sentiu o vento, sentiu a chuva, sentiu a vida. Sentido não via. Deveria fugir, talvez. Um mergulho estrada afora. Destino: milhas de lugar nenhum. Não sabia porque, mas sentia-se feliz em terra de ninguém. Cansou de ser mundo, cansou de ser todos. Queria mesmo é ser mulher. Foi quando olhou para a frente e viu aqueles olhos. Dois olhos negros e quentes. E a vontade de vida reviveu: uma vitória. Era a mulher que queria.

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